quinta-feira, 6 de maio de 2010

A tribute for Mr. Bauld.



"Do you know what's crap, guys?"
"LOL Of course, heh"
Prashamt: "Oh yes! Its this animal that lives in bottom of the sea!"



Julian Bauld, o melhor professor desse ano, que não nos limitou a vocabulário e decidiu que a gente devi escrever um pouco mais, e que fez a gente conhecer tanto de literatura na língua inglesa. E ainda tem um senso de humor incrível. Mas depende...

sábado, 1 de maio de 2010

Nada brilhante. O progresso, porém...

No UWC day, um dia que nós tivemos aqui no colégio e quando aconteceram uma série de worksops discutindo o nossocolégio e tudo mais, eu participei de uma discussão sobre o IB Learner Profile. Desse documento, nós escrevemos um manifesto, dizendo, bem claramente, o que esperávamos do IB e o que entendíamos por eucação. Bem idealista.

Falando assim pode parecer que eu sou uma pessoa que adora escrever documentos, manifestos e derivados. Wannabe revolutionary. Olha, talvez, é. Eu gosto de falar quando algo não me agrada. E quando não se pode falar, a gente escreve.

Porém, o tal manifesto do qual estou falando aqui foi organizado por dois funcionários que eu adoro, o Alberto e a Valentina. Tal manifesto foi apresentado no ultimo dia 29, numa conferencia em Trieste sobre educação na região do Adriático.

Um bando de alunos daqui do colégio foram a reunião, incluindo a minha pessoa. Nós deveríamos falar, na frente de todas as pessoas lá presentes, apresentado cada  um, um tópico do manifesto.

Que se deixe claro que eu aqui escrevo não pra falar sobre o manifesto em si, porque sobre essas coisas eu já estou cansada de escrever e de conversar, sinceramente. Mas esse post eu senti vontade de escrever pra falar do discurso que eu tive de fazer na tal conferência, o discurso que eu fiz em inglês.

Foi a primeira vez que eu tive de falar na frente de tantas pessoas, em inglês. E, bom, quem já leu os posts do início do ano letivo bem sabe que eu era um lixo falando em inglês.

O negócio é que, quando eu aceitei ir à conferência, nem sabia que tinha de fazer um discurso, pensei que fosse só assistir. Na noite anterior ao tal evento, fiquei sabendo do discurso e lembro de ter escrito o mesmo meia hora antes de sair da minha residencia pra pegar o onibus do colegio e ir a Trieste, onde tudo aconteceria.

"Tudo" aconteceu num hotel em trieste, do tipo que a gente aqui classificaria "posh". Tivemos de usar roupas formais, falar formalmente e ficar entediadíssimos, claro.

Em certo ponto chamaram meu nome, eu me levantei, bateram palmas. Eu não sei POR QUE as pessoas bateram palmas quando eu me levantei. Ninguém ali me conhecia. Eu poderia ser a pior pessoa do mundo, mas eles iriam ainda bater palmas. Detesto essas coisas feitas só por educação.

De qualquer forma, eu me sentei na tal cadeira, coloquei o microfone da mesa mais pra perto de mim e comecei a falar. O papel com o discurso estava na minha mão, mas eu não li coisa alguma. Meu discurso não foi dos mais formais do mundo, porque eu simplesmente senti que TINHA de falar de forma que fosse natural e que expressasse minhas idéias de verdade - E que não fizesse as pessoas dormirem.

Falei tudo, expliquei, dei exemplos. Quando eu terminei alguém, numa das primeiras filas, disse algo como "brilhante" enquanto batia palmas. Eu procurei com os olhos quem o havia dito, mas a palavra já se tinha ido. O que eu disse não era brilhante. Mas só o fato de ouvi-lo me fez imensamente feliz, pelo fato de que tinha sido meu primeiro discurso em inglês. Sem gaguejar. Sem querer expressar uma idéia sem conseguir.

Eu queria que meu professor de inglês (aquele, que eu detestava no início do ano) estivesse lá e tivesse me visto. É só que eu fico feliz quando vejo o quanto progredi aqui, o quanto minhas perspectivas mudaram, minhas atitudes mudaram, e o quanto aprendi. Escrevi aqui porque queria só dividir o quanto feliz me faz ver que agora eu posso escrever histórias em duas línguas, que, quando temos de escrever redações e depois lê-las pra classe inteira, toda  a minha turma presta atenção quando leio o que escrevi, e depois as comentam, mesmo que muito tempo depois, porque não as esquecem.

Adeus frustração falada e escrita.

"What did you do there?"

It is in moments like these that we all need, irrespectively from our age, the reassurance about the meaning of our actions and I am sure that, despite the natural hesitation and uncertainties of the moment, you would all feel comforted by the fact that in the choice between silence and speaking you chose the latter. I am sure that you would have felt much worse if you had remained silent. One day, far in the future, you would reflect about the meaning of having come to our college in Duino. Maybe your children would ask, “What did you do there?” Your answer should be “I did so many things, much of them so worthwhile and when we saw a way to make the place better, we did not remain silent.” This is valid for your family, for your friends, for your country.



Tenso, tenso, tenso. Lembro que desde o convivio de seleção pra UWC, percebi que, caso fosse aprovada, teria muitos momentos tensos - E intensos. Vi tambem que sobreviveria a todos eles.

Porque às vezes a gente tem de ser narrativa.

Na ultima quinta feira os alunos do Adriático receberam um email assinado por um grupo de segundos anos, chamando um encontro de alunos no Social Center, porque, não era de hoje, todos sabem que existe muito sentimento de descontentamento, dos alunos com relação à administração. E é verdade. Nosso diretor expondo uma opinião em frente aos alunos e outra completamente diferente diante dos professores, professores tomando atitudes que veramente desrespeitam os princípios do colégio, e por aí vai.

Pois bem. Nos encontramos, discutimos por horas. O resultado foi um documento de dezoito páginas, com muito eufemismo, explicando por que os alunos acreditavam que a comunicação entre estudantes e administração não estava funcionando bem, e basicamente dizendo que encontrar um professor bêbado as 3 da manhã, cantando alto e acordando os Duineses não era a melhor coisa a se fazer pra ajudar a imagem do colégio.

Lembro que na noite em que nós tivemos o encontro eu fiquei extremamente chateada e fui pra Ples conversar com os meninos de lá, porque no fim eles sempre têm uns bons conselhos a dar. Discutimos muito, e eu expliquei que um dos meus maiores medos em escrever o documento era a reação que ele causaria nos professores - que, até onde eu conheço as coisas aqui, não seria boa, definitivamente.

Pois bem. Passa-se que meu medo da reação não era simplesment pelo grupo, mas por mim, também. Porque eu tinha um "caso" pra contar e que seria posto no documento. Era bem relevante, o que eu tinha a dizer, e eu tinha certeza de que seria algo que precisávamos melhorar aqui no colégio. Era absurda a falta de profissionalismo de alguns professores.

No fim, eu não sei se foram os meninos da Ples quem me ajudaram a enxergar, ou se eu quem enxerguei sozinha. Mas eu vi que eu não vim pra cá à toa. E, no futuro, quando alguém me perguntasse o que é que eu fiz aqui, eu poderia dizer que tive muita diversão, que estudei muito e que fiz amigos maravilhosos, e que nós, juntos, quando vimos que tínhamos de fazer algo para provocar mudança, entre calar-se e falar, escolhemos a última opção.

Depois que o documento foi apresentado alguns professores gritaram com a gente numa indignação sem tamanho. Gritaram com a gente na mensa. Depois que o documento foi apresentado duas professoras decidiram que não iriam às suas classes por dois dias, numa demonstração sem tamanho de infantilidade e falta de amor pela própria profissão.

Depois que o documento foi apresentado a Helen, a professora sobre quem escrevi o "caso", veio falar comigo e nós nos entendemos de forma adulta. Eu expliquei a ela que achei que o documento seria a forma mais eficaz de expressar e explicar o ocorrido porque eu não me sentia confortável conversando com ela diretamente, porque ela não parecia realmente dialogar, mas monologar. Porque não achava que, s e eu fosse conversar com alguém dobre o ocorrido, coisa alguma fosse mudar - Eu já tive experiencias suficiente de coisas do tipo.

Ao fim, eu sei que fiz a coisa certa. Se eu não houvesse assinado o documento, se não houvesse ajudado a escrevê-lo, ficaria com o sentimento de que dei pra trás no momento em que meus colegas e eu mesma precisava de mim, sentiria que dali pra frente, toda vez que eu reclamasse sobre qualquer evento, não seria uma reclamação com fundamentos, uma vez que, quando tive a oportunidade de mudar as coisas, preferi me preocupar mais com as minhas predicted grades.

Ao fim o Manuel, um professor de economia que não dá mais aulas aqui, mas que veio conversar com a gente algumas vezes, respondeu um email bem chateado que eu mandei a ele, e me confortou de forma que ele não poderia imaginar.


domingo, 18 de abril de 2010

Shai and Phoebe.


Shai, na esquerda, e Phoebe, no centro, sao algumas das criaturas que eu mais adoro e com quem eu tive a sorte de dividir a residencia esse ano. E, sinceramente, so durmo na Scholtz por causa delas duas, que me fazem capacitada pra rir dos absurdos que a gente ve por la.

A Phoebe é minha roomate esse ano e é da Australia. é incrivel como ela é educada e tudo mais. Se ela te pergunta a hora e voce tem que se dar ao trabalho de tirar o celular do bolso pra dizer que horas sao, o que ela faz? Ela diz "Oh Im sorry", é incrivel.

Na verdade ela tem parado um pouco com esse tipo de coisa, uma vez que eu disse a ela que, se todas as vezes que ela me perguntasse a hora e dissesse "Im sorry" quando eut iro o celular do bolso, eu iria me sentir mal em perguntar as horas à ela, e se sentir mal em perguntar as horas a alguem é meio depressivo e absurdo e tudo mais.


Mas ela tem essa voz extremamente fofa, e quando ela nao entende o que voce fala, ela diz "Pardon?" e nao "Im sorry?", o que eu acho um barato. Ela tambem tem o mesmo nome que a irma do Holden, de The Catcher In The Rye, o que so me faz gostar mais ainda dela. Ela tem essa coisa meio louca de encher a parede dela de cartoes postais aleatorios e desenhos que o irmao menor dela desenhou. Ela nunca tira os cabelos da escova de cabelos dela.

A Shai, bom. A Shai é metade israelense e metade brasileira, falando um portugues MUITO engraçado - Mas que melhorou muito do inicio do ano pra ca. Ela é uma das pessoas mais musicais que eu ja conheci. Ela toca guitarra e é capaz de aprender e memorizar uma musica num segundo. O negocio é que ela nao so aprende musicas muito bem, mas tambem as faz muito bem. Qualquer banalidade pra ela é motivo de musica. Como exemplos nos temos "Phoebe dont be an emo" e "The balad about a Brazilian Girl With a Brazilian Accent".

Enfim, eu so senti vontade de falar das minhas roomates do ano que vem, e do quanto eu as adoro. :3 Pala nos aguarde.

Ciao!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As idéias que existem na cabeça.

E, principalmente, quando nao tem a menor pretensao de acontecer, me atraem, e muito.

Eu bem sei, e aqueles que me conhecem bem sabem, que eu nunca gostei de falar sobre coisas muito pessoais - Principalmente num blog que pessoas completamente aleatorias podem ler e tudo mais. Nao sou das pessoas que explanam coisa nenhuma e tudo mais. Primeiro porque nao vejo razao para que as pessoas saibam demais sobre minha vida, e, segundo, porque eu gosto da idéia de que alguns fatos sejam so meus e de ninguem mais.

Hoje, quando eu estava voltando da Mensa com o Hem, Habib e Earth, estava falando com eles sobre alguma coisa relacionada ao que o colégio poderia ser, e num certo ponto o Hem me disse "é, voce pensa isso porque é idealista, e nos todos somos".

Depois que ele disse isso, e agora que eu estou sentada aqui, vejo que é verdade mesmo o fato de que eu sou idealista, e de que adoro idéias, principalmente aquelas que tenho sem a pretensao de que se realizem.

O curioso, nos ultimos meses - Ultimo ano - é que a maior parte das coisas que eu penso, que eu imagino, meio assim sem pretensao - tem se tornado realidade, todas. é o perigo de pensar alto.
Eu sinceramente nem percebi que pensava sobre isso. Quando vi ja tinha se materializado, e logo ja acaba. é o meu mal idealista. Eu sempre gostei muito do que nao pode ser realidade - Ou ao menos nao pode ser realidade por mais de dois meses, que seja.

"Good things are ephemeral!" (Coisas boas sao efemeras!), foi o que eu escrevi no espelho da Ayelen, minha IB friend.

Deveria ter escrito no meu tambem...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Comunista por 3 dias.

Quem me conhece bem sabe que tenho simpatia por movimentos de esquerda - Embora esteja longe de me considerar comunista. Acho mesmo que se Comunismo fosse um garoto, seria do tipo "bonitinho, mas quando abre a boca espanta qualquer uma". E que se economize criticando a analogia idiota, uma vez que nenhuma analogia e perfeita.

Pois bem. Como eu disse em alguns posts anteriores, fui representante da Yugoslavia por 3 dias na MUN, e, acreditando que os outros dois dias tambem mereciam devida descricao, vim parar por aqui.

"Dear Chairs, fellow delegates... To the delegation of Yugoslavia it seems clear that the actual intentions of the USA's interventions in South Korea are NOT the South Koreans' well-being or comfort! Fellow delegates, it's clearly an attempt to incorporate the cold war in a poor territory to fight against a beautiful ideology, and this ideology is the communism!"

Isso foi o que eu disse num dos momentos, com meus "colegas" de comite me olhando com cara de assustados. No MUN, onde fui comunista por 3 dias, em certo ponto acabei entrando de verdade no jogo e defendi a Iugoslavia, pobre Estado-Fantasma, com bravura - ate porque todos os meus co-years e second-years dos paises balcas me perguntavam o tempo todo algo como "E ai, esta defendendo a gente, drugarise?"

O que eu penso de todos esses 3 dias e que, mesmo tendo de usar a linguagem formal perfeitamente inutil, mesmo me estressando com o comportamento arrogante de certas pessoas, valeu muito a pena e eu aprendi milhares de coisas.

Dentre as pessoas que me irritaram veramente, estava o Garoto Donut. Passei a chamar-lo assim depois de uma vez em que ele, ao responder uma das minhas falas, disse algo parecido com "Queridos delegados... A delegacao da Austria pensa que os argumentos usados no discurso da delegacao da Iugoslavia sao como um grande donut: Muito doces, mas com um grande buraco no meio".

Eu fiquei puta. Nao pelo que ele falou sobre meu argumento (porque era mesmo falho, mas eu TINHA de usar, uma vez que era o ponto de vista da fuckin Iugoslavia), mas pela analogia babaca que ele usou - E ve-se que ja estou sendo atingida, apontando como sintoma a analogia babaca que fiz no comeco desse post.

Eu contei a minha roomate da Australia e ela disse que isso e absurdamente ridiculo para se dizer em ingles - E em qualquer lingua, for God's sake! Pelo sim pelo nao, logo depois da analogia feita tudo o que eu pude dizer ao delegado da Austria foi que nos poupasse, por gentileza, das analogias infantis e nos presenteasse com um argumento de verdade, uma vez que a delegacao da Iugoslavia se sentia veramente ofendida por ir a uma conferencia das Nacoes Unidas e ter que presenciar e ouvir tal discurso de tao respeitavel delegacao como a da Austria.

No fim dos 3 dias, o problema do Territorio de Trieste foi resolvido, com tropas da UN ocupando a fronteira por um periodo limitado a 10 anos e com financial aids dos aliados para a Italia e Iugoslavia (LOL). Nos tambem impedimos a Guerra Koreana de forma LINDA, usando The Veto Power numa das vezes pra embarreirar a resolucao do Reino Unido.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Guatemala!

YAY

Ciao belli!

Ja sei quem vai ser meu primeiro ano da Guatemala. *-* O nome dele é José Luis, e parece ser um amor de pessoa - E mais, vai ter uma segundo ano maravilhosa, que é a Ligia.

Hoje estavamos tomando café depois do almoço e eu, Ligia e Pabel estavamos falando dos apelidos que ele poderia ter. Claro que eu falei Zezinho (LOL), mas a Ligia e o Pabel vieram com uns troços super estranhos de Pepecho Jucho ou algo do tipo. Hahahah.

Ao mesmo tempo que eu estou imensamente ansiosa pra conhecer meus primeiros anos - Ou primos, como a gente chama aqui - nao quero que eles venham, nunca.

Ter começado tudo isso so com  um mes e poucos dias é TAO injusto. E a nossa incapacibilidade(?) social nos fez gastar tanto tempo.